Photo
Respeitar ao próximo: o que o outro escolheu viver não é da sua conta!

Podemos discordar do outro ou até mesmo, discordar do posicionamento de vida e escolhas do outro. Mas, devemos SEMPRE respeitar a decisão das escolhas conscientes!
Somos todos únicos e diferentes, e muitas vezes o que pode ser bom para um, pode não servir para o outro. Assim, vamos criticar menos, julgar menos... e compreender e respeitar mais as decisões e escolhas dos outros!
Pense sobre isso.... vc respeita o outro?


Siga-me no Instagram: @karinamourademoura

Photo
Simplesmente dê atenção!

Já pensou que muitas vezes as pessoas precisam apenas de ATENÇÃO!?
Pois é, o mundo está carente de afeto de verdade, de gentilezas, de atenção de verdade! Ao invés de se preocupar com palavras certas e declarações de amor... SIMPLESMENTE DÊ ATENÇÃO! Esteja inteiro para o outro.
E você...está inteiro para você e para outro?

Photo
Procrastinar é um problema de saúde comportamental?

A pesquisadora Rachel Kerbaury nos fala que procrastinar é o comportamento de se adiar tarefas, de se transferir atividades para "outro dia" que não o atual; deixar de fazer algo ou - ainda - interromper o que deveria ser concluído dentro de um prazo determinado. Esse é um tema bem comum, na verdade, dentro e fora dos consultórios de psicologia. Sempre nos deparamos com pessoas que se mostram com comportamentos desadaptativos e com dificuldade em cumprir as suas tarefas, compromissos e responsabilidades. Mas explico melhor nas linhas a seguir que o que importa mesmo é a forma como a pessoa encara essas reações de procrastinação. Pois, esse comportamento implicará uma ansiedade, assim como também uma angústia.

Muitos estudos comportamentais questionam a gênese da procrastinação. Sempre se escuta dizer que o brasileiro deixa tudo para última hora. Por que será?

O fato é que o adiamento do que precisa ser resolvido pode gerar grande desconforto pela preservação de uma angústia com a não solução do “problema”. Numa decisão deste tipo o que pesa é o imediatismo, ou seja, o prazer momentâneo em detrimento de uma situação desconfortável que precisa ser resolvida. O equilíbrio é fundamental. De uma forma ou de outra, podem surgir dois sentimentos que causam sofrimento: angústia e ansiedade. As pessoas afeitas à procrastinação fazem a opção inconsciente do cultivo da angústia, uma vez que é desconfortável saber que ainda tem que resolver algo difícil. De outro lado, estão aquelas pessoas que não sabem ter o equilíbrio para deixar de resolver as suas questões naquela hora. Estas pessoas são profundamente ansiosas.

Ansiedade, sensação de culpa, perda de produtividade e, muitas vezes, vergonha em relação e em comparação aos outros por não cumprir o que foi proposto, são as sensações que uma pessoa que procrastina sente e sofre com o quadro. Pois, embora possa parecer um cenário normal e frequente, pode tornar-se um grave problema impedindo o funcionamento normal do indivíduo afetando áreas significativas da vida.

Ter a habilidade e saúde psíquica para agir no tempo certo sem que isso provoque uma elevação de angústia ou de ansiedade é o mais importante para todas as pessoas. Vejo crescente entre nós a prática do coach que estabelece metas e define programas para atingi-las e, sendo ele bem feito, nunca deve esquecer-se da verdade emocional de cada um. Por outras palavras, não basta definir metas e prazos a serem alcançados, pois tudo tem uma verdade subjetiva e a forma como se alcança determinado objetivo é mais importante do que o tempo levado para conquistá-lo.

O adiamento ou o imediatismo trazem repercussões diferentes em cada pessoa. Numa visão rápida, porém psicológica, percebo que as mulheres, de maneira geral, salvo exceções, têm a habilidade de melhor se portarem frente a alguns desafios do dia a dia. Parece-me que a serenidade feminina é uma característica bem marcante, talvez por isso que popularmente se fale que a mulher é o equilíbrio do lar; aliás, escritos religiosos como a Bíblia consignam tal afirmação. Contudo, os tempos modernos, que têm modificado profundamente os papéis sociais, mostram uma elevação de angústia e ansiedade na mulher. Mas isso nos daria um novo artigo sobre o assunto.

Finalizando afirmo que fazer agora ou fazer depois é decisão que deve ser tomada a partir da medição dos níveis de angústia e ansiedade havida com a opção a ser escolhida. Por outras palavras, a sabedoria está em não se permitir um sofrimento que pode ser evitado na hipótese do fazer agora ou fazer depois.

Tudo tem seu tempo. E nenhum contratempo pode ser maior que a possibilidade de melhor viver.

Por: Karina Simões

Texto disponível em minha coluna: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mulher.htm

Photo
Vivemos na era da ansiedade

Vivemos em um mundo cheio de informações, uma vida célere e agitada, com uma agenda, no dia a dia, cheia de compromissos e obrigações a cumprir e, portanto, menos qualidade de vida para usufruir. Hoje em dia, nosso cérebro recebe uma enxurrada de informações e códigos mentais através das ricas tecnologias digitais que possuímos e, dessa forma, temos observado um aumento no nível de ansiedade das pessoas. Cada vez mais, recebo em meu consultório, principalmente, mulheres que relatam sofrimento com sintomas graves de ansiedade, tais como: taquicardia, sudorese, inquietação e agitação psicomotora, aumento do apetite acarretando ganho de peso, dores de cabeça frequentes, dificuldades com o sono, sensação de fôlego curto, sensação que tudo vai desmoronar, etc.

A ansiedade elevada pode levar a desenvolver um transtorno grave e, por isso, requer alguns cuidados. Algumas pessoas com transtorno de ansiedade frequentemente se sentem incapazes de trabalhar de forma eficaz, de ter vida social saudável, de viajar ou ter um relacionamento afetivo tranquilo. Ou seja, a ansiedade em forma de transtorno tem consequências impactantes sobre a vida do indivíduo. Num outro texto anterior citei os vários transtornos de ansiedade que encontramos como diagnóstico.

Um dos grandes prejuízos observados, em minha prática clínica, com mulheres em psicoterapia que sofrem de ansiedade diz respeito ao ato de comer. Geralmente, a ansiedade ativa no cérebro o mecanismo da impulsividade de comer, mesmo que sem fome. O comer compulsivo acarreta, muitas vezes, na mulher uma perda significativa da autoimagem e, consequentemente, da autoestima. O fortalecimento da autoestima feminina é um dos principais pilares de sustentação para que a mulher se sinta plena e bem consigo mesma, e, por conseguinte, ela saiba lidar com as adversidades que virão em decorrência da ansiedade.

Assim, sugiro que possamos compreender, de forma mais aprofundada, o nosso processamento cerebral. Conhecer mais a nós mesmos resultará em podermos enfrentar melhor as ansiedades que o mundo moderno nos faz viver inevitavelmente. Por isso, lembre-se que as nossas mentes são como filtros pelos quais vemos e transmitimos a realidade vivida.

Por: Karina Simões

Photo
Tinha que estourar...

As bombas que explodiram em Paris são reflexos de um tempo em que a paz passa longe. Este Natal será diferente para muitos. As luzes não terão o mesmo brilho porque a humanidade pouco tem pensado nos valores supremos anunciados pelo rabi da Galileia: amor, solidariedade, fraternidade, compreensão, etc. O mundo assiste a estrondos que ecoam de todas as partes. Vivemos num tempo sem paz. Lamentável!

Assisti estarrecida à prática de terroristas do Estado Islâmico que capturam mulheres para atenderem aos seus apetites sexuais e, como escravas, são negociadas para eles obterem lucros com este comércio. Em que mundo ou tempo vivemos?

As "barbáries" não ficam adstritas ao fundamentalismo de tantos. A violência contra a mulher é vista a cada esquina, e o inimaginável faz parte de nosso cotidiano. Recentemente vi um parlamentar defendendo a ideia de a mulher ter o seu salário reduzido pelo fato de engravidar! Atos insanos aqui e ali ainda surpreendem a mim e a tantas pessoas que preservam o senso de justiça e respeito à dignidade humana.

Se lhe parece exagero fazer a comparação que fiz entre as bombas e a ideia abjeta de redução do salário de uma mulher grávida, não esqueça que são os loucos no uso do poder que causaram e causam o mal à humanidade com as suas propostas e práticas absurdas.

As bombas continuarão estourando por toda parte, enquanto o silêncio de todos permitir.

Será que nem o barulho de tantos estouros vai despertar este povo?
Pois é... Mas é Natal!!!!

Por: Karina Simões - Psicóloga