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Hábitos de casais felizes

Mesmo não existindo fórmulas para a felicidade conjugal, é possível perceber hábitos que estão presentes em casais que se mostram satisfeitos e felizes com seus casamentos, de acordo com o que observamos em nossos consultórios de psicologia. Seguem algumas dicas:

1. Ter afinidades: o que faz um casal feliz é o que existe de sintonia entre eles. Contudo, é preciso preservar a individualidade de cada um.

2. Encontrar e estabelecer pontos de encontros entre o casal: a rotina é fundamental, embora se faça necessário que ela seja surpreendida, vez por outra, por novidades. Faça da sua rotina sua aliada na conjugalidade.

3. Eles não se tomam por "garantidos": uma coisa é saber que a pessoa amada estará ao seu lado nos bons e nos maus momentos, outra é deixar que o encanto e o romance desapareçam só porque os dois passaram a se considerar "garantidos". Deve ser uma eterna conquista, um desafio viver a dois!

4. Trocar olhares de encantos: a admiração é fundamental para que o amor seja sempre renovado. Procurar virtudes e qualidades na pessoa amada e exaltá-las individualmente e em público é imprescindível.

5. Conversar sobre o relacionamento: nunca falar fazendo com que o outro se sinta cobrado. Mas, procurar dizer do seu próprio sentimento de dor ou entristecimento. Fuja da reclamação em tom de acusação, e fale mais em como se sente.

6. Coloquem humor no amor: sorrir e fazer o outro sorrir são o ingrediente dos mais importantes numa relação. Um casal triste é um triste casal. Sorrir torna a relação leve. Pois a alegria é um santo remédio.

A dinâmica estabelecida pelo casal terá sempre o propósito de felicidade, mas o acerto para se fazer o que deve passa pela compreensão de que amar será sempre um desafio possível, mas é amando-se que damos o primeiro passo.

 

Por:
Fabiano Moura de Moura - psicólogo
Karina Simões - psicóloga

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FASES DE UMA SEPARAÇÃO: principalmente para a mulher...

A DECISÃO: Nessa fase, as insatisfações se tornam visíveis e não há mais diálogo entre o casal, companheirismo, prazer de estar junto. As discussões que eram mensais começam a ocorrer quase diariamente. Pesam-se novamente os prós e os contras e decide-se adiar a ruptura, apostando no resgate da relação. O processo de decisão, por qualquer uma das partes, é lento, pois é doloroso. É assustadora a ideia de construir uma vida sozinha e é triste admitir que o relacionamento tenha de fato acabado. Há muito medo e dúvidas envolvidas, tanto por questões financeiras, quanto emocionais. Nesse momento, há um embaralho afetivo na cabeça da mulher, envolvendo as dúvidas sobre as perdas com a possível decisão.
Essa fase pode ser aberta e conhecida pelo casal, se eles optarem por discutir os problemas e encontrar soluções; ou pode ser silenciosa, sendo da iniciativa apenas de um dos cônjuges, o que prejudica muito um bom prognóstico afetivo da relação a posteriori.
 A relação se transforma numa guerra ou num tédio completo, bem como numa disputa e quem um dia era parceiro, vira rival. O momento de decisão fica mais claro quando, ao invés de questionar o tempo todo “como está o meu casamento?”, você indaga: “como eu estou?” ou “o que ainda faço aqui nessa relação?”. Talvez seja a hora de encarar a separação, porém com ética e respeito ao outro.
A NEGAÇÃO: É uma fase inicial em que se começa a negar que as coisas estavam tão ruins assim. Você acha que está exagerando, jogando uma relação longa e legal pela janela por tolices, que é, portanto, só uma crise que passará como as outras. Afinal, separar é doloroso, difícil e tendemos a esquecer as coisas ruins do relacionamento para tentar aplacar a dor da ruptura. O ser humano é ambivalente, assim como os sentimentos. Há uma oscilação nos sentimentos como forma de protegermo-nos das dores. Portanto, pode ser que demore um tempo para se ter a confirmação de que a decisão certa foi tomada.  
FRACASSO: Essa fase representa o fim de um projeto de vida, de sonhos, de um investimento emocional grande. Nesse momento, a sensação de impotência aparece de forma marcante. A pessoa pode sentir-se fraca, desprotegida e com a falsa sensação de que não vai mais refazer a vida. Parece que as relações são descartáveis, mas com o tempo você perceberá que é uma crença falsa.
CULPA: É um sentimento que aparece sempre e em consequência da incapacidade que sentimos por não conseguirmos salvar esse relacionamento. Perguntas surgem: “Onde eu errei?”; ”Por que ele (ela) não gosta mais de mim?”; “O que aconteceu, por que eu?”.
REJEIÇÃO: Aparece quando se estabelece uma sensação de ter sido deixada(o) pelo cônjuge. Ouvir que não é mais amada(o) faz com que a autoestima seja profundamente abalada, podendo deixar sequelas para a continuidade da vida.
MEDO: O medo da solidão, do novo, de não conseguir seguir adiante, de não ser feliz um dia, de não reconstruir a vida afetiva e financeira. Como será essa reconstrução? O medo se instala, só precisa ter cuidado para não ficar paralisada(o).
ALTOS E BAIXOS: Vão fazer parte do dia a dia dessa nova jornada. Há dias bons e ruins.  
A PERDA DEFINITIVA: Surge quando o outro começa um novo relacionamento. Sentimentos de tristeza, acessos de ciúme e posse podem frequentemente acontecer. Isso dá uma sensação de substituição e pode abalar a autoestima.
COMEÇAR DE NOVO: No começo, parece desanimador e árduo enfrentar um mundo que era vivenciado a dois e agora se adaptar a ser um no dia a dia. Há o medo, a solidão e o vazio. É preciso muita coragem e é importante se fortalecer para se estruturar emocionalmente para enfrentar a nova fase.  Há consciência de que a solidão a dois era aterrorizante e que agora você está diante da possibilidade de viver uma solidão saudável com você mesma e, assim, poder estar inteira num momento posterior para uma nova relação.

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Quantas mulheres cabem dentro de uma mulher?

Percebo cada vez mais no meu privilegiado laboratório pessoal, o consultório, a imensa força da dinâmica da vida feminina ao se cobrar e se sentir cobrada para ser a "mulher-maravilha". Sofremos a influência sim de um mundo regado a cobranças e "perfeições". E, dessa forma, a mulher sofre uma busca interminável por ser a supermulher, a referência, a excelente profissional, a boa filha, a esposa exemplar, a mãe presente e atenciosa, a amiga impecável etc. Quantas expectativas irão ser impostas ao feminino? E até onde toda essa cobrança fará bem a essas mulheres?

Costumo dizer que buscamos ser tantas em uma só. Somos tantas quanto a nossa imaginação e a nossa fantasia nos permitirem, assim como tantas quantas forem as possibilidades existenciais na construção desse ser- mulher, que será sempre uma busca interminável. Segundo Simone Beauvoir,"ninguém nasce mulher: torna-se mulher". E é assim mesmo... Somos uma construção diária social, que se solidifica com base nas nossas experiências de vida e nas nossas relações afetivas e interpessoais com o nosso eu e com os outros!

Dessa forma, as escolhas feitas pelas mulheres em ser mãe e profissional trazem mudanças na dinâmica da vida. Ou seja, a maneira de pensar, de agir, de ser e de se relacionar-se com o outro sofre modificações diante das funções agregadas por ela. Daí, a importância que percebo, diariamente, nas escolhas femininas em ser mãe e profissional ao mesmo tempo, ou mesmo em ser mãe ou não ser mãe? Por que não? Sou mãe e amo essa condição, mas tenho visto com frequência, em meu consultório e fora dele, que essa nova escolha muitas vezes tem pairado sobre a mente feminina. E isso gera cobranças impostas pela sociedade acostumada com vícios sociais de que o ser mãe tem que ser inerente ao ser mulher!

O que constato é que no momento em que as mulheres se sentem mais livres para terem ou não filhos, ou seja, quando ser mãe ou não passa a ser uma escolha livre de cobranças; elas conseguem visualizar que as tarefas maternas não serão fardos, e podem também ser fontes de prazer sem proporcionar uma sensação de falta de autonomia. Pois, muitas mulheres, ao passarem pela experiência de ser mãe de forma imatura, acabam gerando um conflito no qual ela se percebe com falta de autonomia e identidade. Ou seja, ela passa a assumir o papel apenas materno, deixando forçadamente de ser as "outras mulheres" que ela exercia.

O grande desafio das tantas mulheres que todas nós somos é compreender e aceitar alguns de nossos limites e saber lidar, com harmonia e equilíbrio, com cada papel que desempenhamos no decorrer de nossa estrada feminina! Construção... Seremos sempre um caminho em construção!

Por: Karina Simões

Texto disponível também em minha coluna: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mulher.htm

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Ficar: não há mais cobranças e expectativas para o "day after"

No consultório se percebe claramente a mudança no comportamento das pessoas quanto aos relacionamentos.

Anteriormente se percebia que a dinâmica estabelecida por um casal que decidia "ficar" em determinada ocasião, gerava sempre ansiedade, principalmente na mulher, de ter um retorno por parte do outro.

A angústia provocada pela espera de um novo contato aguçava o desejo e as fantasias. Sempre se esperava por um novo contato como confirmação para inicio de um namoro.

Atualmente tudo é diferente. As pessoas "ficam" e não há cobrança nem expectativas para o "day after". É muito comum, inclusive, as pessoas "ficarem" com muitos parceiros numa só ocasião ou festa.

Como profissional não cabe qualquer juízo moral de condenação ou aprovação, isto é, não é cabível dizer o que é certo ou errado, antes ou agora. No entanto, é de se perceber que a dinâmica dos relacionamentos mudou e que o desejo baseado em expectativas que geram emoções positivas e negativas terminam por influenciar o modo como os relacionamentos se desenvolvem.

Com o efeito, não há como negar que uma pitada de incerteza aliada à expectativa de um relacionamento duradouro gera um cuidado e atenção, e por que não dizer uma dedicação no trato consigo e com a pessoa que se deseja.

A banalização do sentimento, retira o que é essencial para a vivência de um amor fecundo, que é um sonho. Por isso, olhar para si e ser consequente com os seus afetos, é fundamental para a construção da felicidade.

Embora nada seja certo, e nada seja errado, cada mulher viverá de acordo com os seus valores e decisões.

Por: Karina Simões

Texto disponível tmabém em: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mulher.htm

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Cumplicidade e respeito são termômetros de felicidade no casamento

A sociedade anteriormente "massacrava" e condenava a mulher divorciada e hoje essa mulher que se separa já é vista com mais aceitação e com uma melhor imagem pela sociedade. Hoje essa mulher tem mais apoio social e até condições de aceitação para uma restauração afetiva posterior com outro parceiro.

O divórcio traz grandes modificações como perda financeira por conta da partilha, até a indisposição de frequentar determinados lugares dos tempos de solteira para encontrar parceiros.

Outro ponto de modificação que encontramos, é a família que cresceu com filhos e até netos, e tudo isso faz com que haja dificuldades e ausências de oportunidades para que os relacionamentos aconteçam no mesmo tempo de juventude. Os tempos de espera e de vida são diferentes nessa fase da mulher. As prioridades mudam, diferente das prioridades vividas quando jovens. Outras dificuldade que observamos na prática clínica em consultório com casais e mulheres, é a dificuldade do desfazimento por conveniências sociais ou entrelaçamentos financeiros. A dependência financeira de um dos cônjuges faz com que seja uma das principais dificuldades dos casais em enfrentar términos. E muitas mulheres se percebem "reféns" da relação.

Devemos considerar alguns aspectos importantes: a figura do homem está atrelada à sensação de finitude, onde o homem parece estar sempre comprovando a sua condição de masculinidade. Numa sociedade onde se valoriza o belo, a estética e a jovialidade: o homem é valorizado por estar acompanhado por uma mulher mais jovem. Já a mulher, traz sempre uma realidade atrelada a ela do cuidado. Ou seja, até porque, a mulher e o feminino, trazem como marca um termômetro da maternagem. A condição feminina materna interfere diretamente na relação conjugal; pois a mulher, geralmente, tende a ter sempre o cuidado como o manejo principal da relação.

Não há fórmulas para um relacionamento feliz e com longevidade. Mas há alguns questionamentos individuais que trabalhamos na clínica com casais e mulheres que nos procuram, onde fazemos com que eles reflitam: o casamento feliz é medido entre a relação de cumplicidade verdadeira e o respeito mútuo entre o casal. A verdade sobre o sentimento é sempre fundamental no caminho a ser percorrido a dois.

Compreender que o casamento não é estabelecido como uma disputa entre os parceiros é outra reflexão que se deve ter na caminhada a dois; pois percebemos que muitos casais estabelecem uma relação de rivalidade, ou seja, uma disputa muitas vezes de "poder", e com isso começa a desconstrução dessa relação, que muitas vezes ocorrerá após um tempo de casamento. Assim, sentir-se parceiro (a) e ter sempre em mente a verdade de viver uma cumplicidade, é o caminho a ser percorrido a dois!

Disponível em minha coluna: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mulher.htm