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Ficar: não há mais cobranças e expectativas para o "day after"

No consultório se percebe claramente a mudança no comportamento das pessoas quanto aos relacionamentos.

Anteriormente se percebia que a dinâmica estabelecida por um casal que decidia "ficar" em determinada ocasião, gerava sempre ansiedade, principalmente na mulher, de ter um retorno por parte do outro.

A angústia provocada pela espera de um novo contato aguçava o desejo e as fantasias. Sempre se esperava por um novo contato como confirmação para inicio de um namoro.

Atualmente tudo é diferente. As pessoas "ficam" e não há cobrança nem expectativas para o "day after". É muito comum, inclusive, as pessoas "ficarem" com muitos parceiros numa só ocasião ou festa.

Como profissional não cabe qualquer juízo moral de condenação ou aprovação, isto é, não é cabível dizer o que é certo ou errado, antes ou agora. No entanto, é de se perceber que a dinâmica dos relacionamentos mudou e que o desejo baseado em expectativas que geram emoções positivas e negativas terminam por influenciar o modo como os relacionamentos se desenvolvem.

Com o efeito, não há como negar que uma pitada de incerteza aliada à expectativa de um relacionamento duradouro gera um cuidado e atenção, e por que não dizer uma dedicação no trato consigo e com a pessoa que se deseja.

A banalização do sentimento, retira o que é essencial para a vivência de um amor fecundo, que é um sonho. Por isso, olhar para si e ser consequente com os seus afetos, é fundamental para a construção da felicidade.

Embora nada seja certo, e nada seja errado, cada mulher viverá de acordo com os seus valores e decisões.

Por: Karina Simões

Texto disponível tmabém em: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mulher.htm

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Cumplicidade e respeito são termômetros de felicidade no casamento

A sociedade anteriormente "massacrava" e condenava a mulher divorciada e hoje essa mulher que se separa já é vista com mais aceitação e com uma melhor imagem pela sociedade. Hoje essa mulher tem mais apoio social e até condições de aceitação para uma restauração afetiva posterior com outro parceiro.

O divórcio traz grandes modificações como perda financeira por conta da partilha, até a indisposição de frequentar determinados lugares dos tempos de solteira para encontrar parceiros.

Outro ponto de modificação que encontramos, é a família que cresceu com filhos e até netos, e tudo isso faz com que haja dificuldades e ausências de oportunidades para que os relacionamentos aconteçam no mesmo tempo de juventude. Os tempos de espera e de vida são diferentes nessa fase da mulher. As prioridades mudam, diferente das prioridades vividas quando jovens. Outras dificuldade que observamos na prática clínica em consultório com casais e mulheres, é a dificuldade do desfazimento por conveniências sociais ou entrelaçamentos financeiros. A dependência financeira de um dos cônjuges faz com que seja uma das principais dificuldades dos casais em enfrentar términos. E muitas mulheres se percebem "reféns" da relação.

Devemos considerar alguns aspectos importantes: a figura do homem está atrelada à sensação de finitude, onde o homem parece estar sempre comprovando a sua condição de masculinidade. Numa sociedade onde se valoriza o belo, a estética e a jovialidade: o homem é valorizado por estar acompanhado por uma mulher mais jovem. Já a mulher, traz sempre uma realidade atrelada a ela do cuidado. Ou seja, até porque, a mulher e o feminino, trazem como marca um termômetro da maternagem. A condição feminina materna interfere diretamente na relação conjugal; pois a mulher, geralmente, tende a ter sempre o cuidado como o manejo principal da relação.

Não há fórmulas para um relacionamento feliz e com longevidade. Mas há alguns questionamentos individuais que trabalhamos na clínica com casais e mulheres que nos procuram, onde fazemos com que eles reflitam: o casamento feliz é medido entre a relação de cumplicidade verdadeira e o respeito mútuo entre o casal. A verdade sobre o sentimento é sempre fundamental no caminho a ser percorrido a dois.

Compreender que o casamento não é estabelecido como uma disputa entre os parceiros é outra reflexão que se deve ter na caminhada a dois; pois percebemos que muitos casais estabelecem uma relação de rivalidade, ou seja, uma disputa muitas vezes de "poder", e com isso começa a desconstrução dessa relação, que muitas vezes ocorrerá após um tempo de casamento. Assim, sentir-se parceiro (a) e ter sempre em mente a verdade de viver uma cumplicidade, é o caminho a ser percorrido a dois!

Disponível em minha coluna: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mulher.htm

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Expectativa de vida faz dobrar divórcio acima dos 50 anos

MATÉRIA VEICULADA COMIGO - KARINA SIMÕES

A população brasileira está vivendo mais e, neste mesmo compasso, o número de divórcios entre pessoas acima dos 50 anos, também, tem aumentado. Pelo menos é o que mostra o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demostrando que o número de divórcios, onde pelo menos um dos cônjuges tem mais de 50 anos, quase dobrou desde 1990.
Para se ter uma ideia, em 1980, a expectativa de vida do brasileiro era de 62,5 anos, para ambos os sexos. De 1980 à 2013, expectativa de vida no Brasil passou de 62,5 anos para 74,9 anos, um aumento de 12,4 anos. O sexo feminino teve um aumento maior (12,9 anos) na expectativa de vida do que os homens (11,7 anos).
As mudanças sociais e culturais ao longo destes anos tem forte influência na vida dos casais, que com maior expectativa de vida e inseridos em uma sociedade aberta ao divórcio, passaram a buscar a felicidade longe do parceiro e da relação que não andava feliz. Segundo o IBGE, a porcentagem de mulheres que se divorciaram acima dos 50 anos, foi de 10,4% em 1990, passando para 16,5% em 2010, entre os homens foi de 16,5%, em 1990, para 23,8% em 2010.
Em entrevista ao site Divórcio Aqui (www.divorcioaqui.com.br), especialista em processamento de documentos para divórcios online, a psicóloga cognitiva comportamental, Karina Simões, disse que “a sociedade anteriormente “massacrava” e condenava a pessoa divorciada, em especial a mulher, e hoje o divórcio é visto com maior aceitação pela sociedade. Com apoio social e até oferecendo condições de aceitação para uma restauração afetiva posterior com outro parceiro”.
Apesar das mudanças o desafio ainda é grande para quem pensa em sair de uma relação onde a família está constituída com filhos, netos e até bisnetos. No consultório, Karina Simões, costuma atender casais e famílias que relatam problemas recorrentes e em situações como a do divórcio, fatores emocionais, sociais e financeiros pesam na balança. “A dependência financeira de um dos cônjuges faz com seja uma das principais dificuldade dos casais em enfrentar términos”, disse ela.
Restabelecer os contatos com antigas amizades, fazer parte de grupos sociais e culturais podem melhorar a relação social de quem decide pelo divórcio. Para a psicóloga, o mais importante é a pessoa buscar atividades que sejam prazerosas e que possibilite o contato e a formação de novas amizades.

Mulher doente, divórcio à vista!

A tendência da mulher ao cuidado, faz com que ela seja o personagem principal na manutenção do casamento, dado que se confirma em um estudo realizado em Iowa State University, nos Estados Unidos, com casais acima dos 50 anos. Na pesquisa foi constatado que na relação onde a mulher sofreu uma doença grave, ocorreram 6% mais divórcio do que aquelas em que ela permaneceu em boa saúde. No caso oposto, risco de o casamento terminar em divórcio não aumentou, quando o homem apresentava doença grave.
É interessante observar, também, que o número de mulheres que se divorcia acima dos 50 anos é menos que o dos homens. O IBGE mostra que os pedidos de divórcio não consensuais entre os homens foi maior que o das mulheres, sendo 10.056 pedidos feitos pelos maridos e apenas 5.888 pelas esposas.
Karina Simões, esclareceu ao Divórcio Aqui, que “a mulher por ter uma condição emocional atrelada a ela sob o termômetro do “cuidar”, faz com que nessa idade, o desfazimento conjugal seja interpretado de diferentes formas comparado ao sexo masculino. Ou seja, o homem tende sempre a uma busca de reafirmação de sua masculinidade. A mulher, tende a busca de sua essência do cuidado e da maternagem, que transparece sempre o zelo e o cuidar pelo outro”, disse.

O caminho para a felicidade e longevidade da relação

Não há fórmulas para um casamento feliz e com longevidade. Mas na verdade, há sim alguns questionamentos individuais que Karina Simões trabalha na clínica com casais fazendo com que eles reflitam que o casamento feliz é medido entre a relação de cumplicidade verdadeira e o respeito mútuo entre o casal.
Para ela, compreender que o casamento não é estabelecido como uma disputa entre os parceiros é outra reflexão que se deve ter na caminhada a dois. “Pois, percebemos que muitos casais, estabelecem uma relação de rivalidade entre eles, ou seja, uma disputa muitas vezes de “poder”, e com isso começa a desconstrução dessa relação, que muitas vezes, culminando em um divórcio ou na infelicidade”, disse.

Fonte: https://www.divorcioaqui.com.br

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Diálogos de uma relação

Desenvolver uma dinâmica entre um casal, cujo cuidado seja pautado no zelo, é fundamental para se manter o equilíbrio psíquico a dois.
A forma de um falar com o outro pode acarretar falsas compreensões, tornando assim um discurso pesado e desgastante para a relação. Lembramos que quando se quer reivindicar algo acerca da relação, deve-se prestar atenção ao tom de voz e à forma de se falar com o parceiro. Pois as más colocações podem levar a distrair o foco do problema em questão que verdadeiramente se gostaria de debater. São as famosas brigas que começam por um motivo e terminam sendo centradas em outro. Ou seja, os casais se perdem no diálogo e nos argumentos e não sabem nem mais o porquê do início da discussão.
Uma comunicação destrutiva tende a sabotar o relacionamento sempre.
Outro ponto essencial entre diálogos de um casal são as críticas destrutivas constantes e a falta de tolerância para ouvir críticas construtivas. Quando o nível de tolerância entre o casal diminuir, fique alerta, uma vez que esse é um sinal de que os problemas podem começar a ser frequentes. Assim, rever esses sinais junto ao parceiro, tentando chegar a uma compreensão da causa dessa falta de paciência e da diminuição da tolerância, pode ser um caminho para a reconstrução a dois.
Ficar atento aos gestos corporais e expressões faciais também é importante para uma relação saudável. Isso implica ser congruente entre o sentimento e o comportamento. Agir de forma leal ao que se sente é imprescindível ao processo de construção e manutenção de uma relação.
Conseguir manter uma relação saudável é possível, mas requer cuidados diários, lealdade no sentimento, verdade no coração e empenho mútuo!
 

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A difícil arte de ser mãe

Deparo-me com a difícil arte de ser mãe, seguindo os passos do renomado psicanalista Winnicott que fala da teoria da “mãe suficientemente boa”, ao dizer que a mãe tem a missão de tornar o seu filho autônomo dando-lhe segurança e afeto. 
Parece evidente que todas as mães trazem o desejo de verem os seus filhos caminharem com suas próprias pernas, mas elas guardam em seus corações e práticas a vontade de tê-los sempre sob o seu cuidado e até domínio. Em outras palavras, as mães querem ver os filhos crescerem, porém, ao mesmo tempo, seu instinto de proteção e zelo se apresenta como barreira que impede seus filhos por si só de exercerem suas atividades.
Entre a responsabilidade, o medo e a necessidade de que os filhos se tornem autônomos, surge um espaço para um conflito no peito de cada mãe. Tudo acontece de forma gradativa, embora as mães sejam surpreendidas com atitudes de seus filhos ao darem evidentes sinais de que deixaram de ser a criança de antes. “Filho, eu não estou lhe conhecendo mais”, elas dizem.
O filho cresceu! Mas o fato é que o filho parece nunca crescer para uma mãe. E isso lhe traz um sofrimento que lhe consome e muita vez compromete até mesmo o seu sentido existencial. Muitas mães têm a dificuldade de olhar com lentes de liberdade para o filho, porque muitas vezes o termômetro materno parece ser sempre o do afeto, da proteção e do cuidar.
A literatura fala da síndrome do ninho vazio quando as mães se veem destituídas e não mais necessárias a desempenhar a antiga função materna, sendo, portanto, convidadas a exercê-la em outros termos. Isso se dá, por exemplo, no momento em que os filhos saem de casa e alçam voo para o crescimento e amadurecimento.
Já se disse que ser mãe é padecer no paraíso, e que sua sina é amar, cuidar e depois perder. Não há lógica que justifique e que torne compreensível essa dinâmica, onde se busca conscientemente viver um sentimento inigualável que estará sempre fadado a dores, mas que tem a sua recompensa em risos e renúncias que se fazem maiores do que tudo.
Ser mãe é uma missão árdua e prazerosa ao mesmo tempo. É sublime e insuportável (algumas vezes) numa questão de segundos. Por que não dizermos que ser mãe, muitas vezes, é fazer com que a mulher se sinta bipolar nos seus comportamentos afetivos? Mas, por ser mulher, o ser mãe tem dessas oscilações, pois será sempre um mistério o desvendar do coração feminino.
O maior desafio de ser mãe é favorecer o crescimento de seus filhos considerando o tempo deles e não o seu relógio afetivo; afinal, junto ao seu coração, nenhum filho deixará de ser criança, embora os seus olhos revelem que o menino de outrora se tornou homem, e que a menina se tornou mulher.

Por: Karina Simões @karisimoes

texto disponível em minha coluna UOL/mulher