Amar de novo...

 

Deveríamos ter aulas de como não complicar as relações amorosas, porque o amor é arte na simplicidade. E arte se faz com poesia, com sentimentos e sensibilidade. E acontece assim: A cumplicidade encontrou num beijo dado um encaixe perfeito, por quê? E os questionamentos nos consomem o espírito num silêncio que mais tarde floresceu num amor e numa loucura, ao mesmo tempo, porque não nos ensinaram que a paixão nos enlouquece. Não nos ensinaram as várias nuances sobre o amor e sobre o amar.

E que mesmo distante, o amor seja sempre amado e respeitado.  E que uma resposta possa aparecer para acalentar nossas metades que gritam pela loucura vivida, ora sofrida, ora prazerosa. Mas marcante, com certeza, e movida por saudades e sorrisos entre olhares cúmplices e almas semelhantes. Porque amor é semelhança e não diferença.

Amar alguém é dar uma festa em nossos corações. É ter brilho de novo e tudo novo no nosso olhar. Exalamos vida e sorrisos ao mesmo tempo e tudo junto! É sentir a tal química, não explicada pela ciência até hoje, borbulhando no nosso corpo e mente nesse momento que é único. É acordar pensando. Passar o dia lembrando. E deitar com saudades. Amar alguém é deixar de ser refém de si mesmo e ter de volta sua própria vida. É falar com os olhos, enxergar com os lábios e ouvir com o coração sentindo na alma a presença do outro. E num sonho, o cheiro do outro se faz presente e presença! Simples assim.

Por que não nos ensinaram a amar? Eu já sei. Porque é inexplicável saber como alguém magicamente encaixa com você.  E magicamente some de você. Isso mesmo. Some! Amar tem dessas coisas... Amamos intensamente, verdadeiramente e profundamente alguém, mas por algum motivo o amor se vai. Escoa entre os dedos das mãos e nem ouse segurá-lo, pois ele é livre. O amor é livre para amar! Ele voa... Simples assim: Amar de novo.

 

Por: Karina Simões

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O beijo e o ato de amar

 

Passamos uma vida inteira em busca de explicações lógicas e razões exatas sobre o amor. E aí, a princípio, vem um beijo, e nos dá respostas. Ele  inebria, repentinamente, levando-nos ao êxtase de um momento único e de uma sensação inigualável de encantamento, proporcionando-nos leveza no coração aconchegado. Mostrando-nos, ainda, a lógica da subjetividade que ele é capaz de concretizar através de um sorriso percorrido pelos caminhos permitidos no qual a alma nos dá.


Pelos sinais do sentimento, nos deparamos com o beijo tirando, sublimemente, o véu do peito e mostrando-nos o amor que está escondido dentro de cada um de nós. Nesse caminho percorrido de leva e traz do coração, há o encontro dos lábios já apaixonados. E torna-se ponte e caminho ao mesmo tempo, e nele só se perde quem não se permitiu um dia experimentar o ato de amar.


Beijar é o ato mais íntimo e mais profundo que se pode alcançar entre duas pessoas. Quando o beijo entre elas se encaixa, podemos dizer que duas almas se encontraram e sorriram juntas. E um sorriso toca verdadeiramente um encontro dessas almas. Desperta muito mais que a curiosidade... Desperta, pois: a afetividade, a afinidade e a cumplicidade.


Sem o beijo não tem como existir uma relação amorosa verdadeira e plena. Sem ele não há cumplicidade entre o casal. O beijo vai além de uma mera união de lábios e bocas, caracterizando-se como uma junção simbólica ou não de almas, gostos e vontades. É a conexão mais íntima entre dois corpos, maior até que a própria relação sexual. Tão mais íntimo que não se consegue fingir. Consegue se fingir no sexo, mas não no beijo.  E não se esqueça: o beijo não muda ao longo da vida, o que muda é o sentimento envolvido nele.


O beijo nos propicia o ato de amar e nos envolve no que realmente somos sem máscaras. Certa vez li, em algum lugar, a frase e gravei em meu coração, como poucas coisas do “para sempre”: “No beijo as bocas se tatuam e os sorrisos se encontram”.


E assim eu senti, lendo ou provando, sentindo ou ouvindo... O beijo e o ato de amar.

Por: Karina Simões
@Psicronicidade
www.karinasimoes.com.br
 

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